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O Agile Coach também falha

Certa vez, ouvi uma frase quando criança, e talvez hoje ela pode ser uma das minhas citações predileta quando desejo ensinar algum valor a meus filhos.

“A maneira de acertar, é aprender através de falha.”

E eu não poderia concordar mais.

Falhe, mas falhe rápido.

Quando falamos a nossos filhos.

– Não falhe, senão…

Estamos dando as boas vindas à cultura de comando e controle, ou melhor conhecido por nós, a gestão pelo medo.

Por favor, não me interpretem mal.

Eu sempre concordei com a máxima que devemos tentar mitigar os riscos. Mas, por outro lado, nunca podemos chegar a uma revolucionária e inovadora ideia,  se nós nunca dermos uma chance a nós mesmos, mesmo que seja de errar.

O mais curioso da agilidade é que em ambos os casos : o ágil incentiva e alivia ao mesmo tempo o risco.

Alivia quando empregamos em curtos períodos, timeboxes de duas semanas. Ao permitir que o cliente visualize o que nós construímos para eles no final daqueles timeboxes; 

Tendo time, retrospectivas, o que fazemos bem, identificar e onde podemos melhorar; assim vamos praticando técnicas ágeis.

Uma cultura ágil incentiva a tomada de riscos, tornando claro que nunca vai ganhar no longo prazo, aderindo ao status quo. Devemos assumir riscos calculados e investir nelas.

Como uma Agile Coach, acho que uma das coisas mais difíceis de aprender é deixar a equipe falhar, quando conseguimos deixar de lado a ideia que assumimos de que o time não é capaz de assumir riscos.

Dito isto, como agile coach, eu não vou permitir que eles tenham uma falha épica que custaria à empresa milhões de dólares e consequentemente as nossas cabeças.

Desta forma é importante considerar que o time tem que se sentir confortável com as escolhas,  tomando os fracassos como uma oportunidade de aprender.

Quando somos excessivamente protetores, faço um parenteses e  (me recordo da maternidade) onde tenho 4 filhos, é natural deixa-los falhar, assim como nossos filhos, só protegidos eles vão se recuperar mais lentamente do fracasso, aprender menos, e como um time, tornam-se um time mais fraco.

Mas acredite na máxima, o oposto é verdadeiro.

E uma falha épica no final de um longo ciclo (6, 9, 12 meses) é desaprovada como deve ser.

Assim, neste cenário, já cavamos o buraco para o enterro da abordagem em cascata para o desenvolvimento de software. No final do projeto de 1 ano, podemos pensar que  até trabalhamos duro e em tempo duplo, triplo para chegarmos  no final.

Mas quando chega o dia para sairmos ao menos vivos, descobrimos que o que criamos nunca funcionará como deveria, não é exatamente o que o cliente requisitou durante 1 ano, ou o mercado simplesmente mudou e nada faz mais sentido.

Não é incomum usar apenas 20% da lista de requisitos original. 

Durante meus 12 anos de gestão de projetos, eu tive mais do que alguns projetos que falharam a esta maneira.

Lembrando que o mensageiro, eu como a Gerente de Projeto, os dedos apontados para mim eram direcionando simplesmente a morte.

Sim o mensageiro morre no final, e eu nunca amei morrer no final.

Mas certo dia na minha carreira, pude fazer uma transição de Gerente de Projetos para ScrumMaster muito naturalmente.

Ora, Ora! Para alguns GPs, isto pode não soar como um bom ajuste.

Durissimo quebrar essa mentalidade comando controle.

Mas é uma maneira nova e refrescante de trabalho, ou seja prazerosa. 

Agilidade é algo com tanto poder.

Que podemos até recordar daquela frase, “Contra fatos, não há argumento“

Quando falhamos, falhamos em curto espaço de tempo.

Nós, sucesso ou fracasso, sempre como um time!

Podemos ser melhor da próxima vez, ou tomar uma direção diferente.

E talvez do alto de sua cadeira como agile coach você passará a entender que o erro deveria ser considerado como uma ferramenta de aprendizagem da vida!

Nós deveríamos receber uma delegação para errarmos! Porém, com uma condição: não repetirmos o mesmo erro.

Mas os erros devem, sim, ser cometidos pela ação e jamais por omissão!

Pense nisto!

 

 

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